Feno e Alfafa: suas diferenças e importância para a alimentação dos roedores

fardos de fenos em um campo verde
06 Julho 2020 Pets4Company

Sabe qual a diferença entre o feno e a alfafa? Descubra as suas caracteristicas e qual o seu papel na alimentação dos roedores!

O que é o feno?

Quando falamos de feno não nos referimos a um tipo de planta em específico, bem pelo contrário: podemos chamar de feno a qualquer mistura de plantas, gramíneas e leguminosas, que passam por um processo de fenação.

O processo de fenação consiste na remoção da água destas plantas de forragem, desidratando-as, o que permite que sejam conservadas por muito mais tempo mantendo o seu valor nutricional.

O feno vem sendo usado desde muito cedo pelos povos criadores de gado. Pode ser conservado mesmo em ambientes mais hostis e alimentar os animais em épocas em que falta o alimento fresco.

 

O que é a alfafa?

A alfafa, também conhecida como feno de luzerna, é uma planta da família das leguminosas de folha perene, altamente nutritiva, que vem sendo utilizada na alimentação de diversos animais ao longo dos séculos.

A sua origem remonta à região centro-sul da Ásia, mas foram os Persas que pela primeira vez a cultivaram como fonte de alimento para o gado e para os cavalos do exército. As invasões Persas levaram esta planta até à Grécia por volta de 490 a.C., tendo chegado a Itália no século primeiro d.C - podemos encontrar alguns documentos locais datados da época explicando a forma de plantar e manter os cultivos de alfafa. Acaba por se espalhar por mais alguns países europeus e crê-se que terá chegado a Espanha por volta do século VIII durante as invasões muçulmanas. No entanto, são os espanhóis que irão introduzir a alfafa no continente americano durante as explorações do século XVI.

Em Portugal a alfafa é introduzida tardiamente por Guilherme Stephens, um empresário e visionário inglês do século XVIII, em plena vigência do Marques de Pombal, que a introduziu na sua propriedade em Leiria sendo que, até então, era ainda desconhecida em Portugal.

maquinas coletando feno num campo

Aspeto, Nutrição e Palato:

Sendo uma planta da família das leguminosas o seu cheiro e sabor tornam-se mais atrativos comparativamente aos fenos de outras espécies. É, no entanto, consensual que o seu consumo deve ser moderado aplicando-se esta norma à maior parte das espécies animais.

A sua cor é geralmente de um verde mais vivo com folhas vastas e caules grossos.

A alfafa é valorizada pelo seu alto teor nutricional. Em média contem 18% de proteína bruta e 23% de fibra. É rica em cálcio, fosforo e minerais e o seu teor calórico e nível de humidade são um pouco superiores à maioria dos fenos. Grande parte destes nutrientes estão contidos nas folhas e em menos quantidade nos caules, não menos importantes, uma vez que os caules auxiliam a saúde dentária ao proporcionar a limpeza de desgaste dos dentes nas espécies cuja dentição é de crescimento continuo.

É importante armazenar a alfafa em local seco e fresco uma vez que a humidade pode levar ao surgimento de bolores e fungos prejudiciais para as vias respiratórias e sistema digestivo dos animais.

Quando demasiado seca, a alfafa perde facilmente o seu tom verde adquirindo um aspeto amarelo e palhoso.

coelho branco e castanho comendo plantas

A diferença entre Feno e Alfafa na alimentação dos roedores:

Em resumo, a diferença entre o feno e a alfafa está na sua composição: apesar de a alfafa vendida para roedores ser também ela um tipo de feno (feno de luzerna) é muito mais rica em cálcio e proteína que o feno comum, não devendo ser administrada em grandes quantidades uma vez que o seu consumo em excesso pode acarretar problemas renais (excesso de cálcio), além de contribuir para a obesidade do animal.

As plantas que mais comummente compõe o feno casual tem um baixo valor calórico e níveis reduzidos de cálcio o que permite que este seja fornecido como alimento seguro e sem restrições à maioria das espécies.