O Nascimento de uma Chinchila: Preparativos e Principais Cuidados

chinchila cinza standard bébé em cima de uma colcha florida
17 Maio 2020 Pets4Company

O que necessito saber e fazer antes do nascimento das minhas chinchilas?

A escolha da gaiola e primeiros tempos das crias:

A chegadas dos bebés é sempre um momento especial. Ao contrário da maioria dos roedores, as chinchilas nascem com o corpo coberto de pelo, dentes completamente formados e aptas a ver e ouvir.

No entanto irá demorar um pouco até que sejam capazes de se orientar completamente, a calcular distâncias com exatidão pelo que é fundamental retirar qualquer obstáculo que se possa tornar facilmente num perigo para as pequenas chinchilas bem como as plataformas mais elevadas de onde poderão cair ao tentar um salto.

É fundamental que a gaiola não tenha espaçamentos entre as grades demasiado largos uma vez que as pequenas chinchilas podem escapar-se por entre as mesmas. O fundo da gaiola deve ser suave, não contendo gradeamentos onde as patas possam ficar presas. Tal também é valido para chinchilas adultas uma vez que tal pode levar a deformação dos membros anteriores, fraturas e situações de necrose.

Podemos e devemos colocar sempre material absorvente no fundo e mante-lo limpo e seco para evitar infeções para mãe e crias por propagação de bactérias da urina e das fezes. Uma boa opção será em pellets de madeira prensada, próprias para chinchilas e outros roedores, contendo madeira limpa, isenta de químicos e de pó.

A alfafa, rica em proteínas e fibras cruas desempenha um papel fundamental na alimentação da mãe durante a preparação para a criação, a gestação e o pós-parto proporcionando nutrição para o desenvolvimento da cria no útero e um leite rico.

O peso das crias e o seu comportamento deve ser observado de forma atenta. Caso se verifique que estas não se estão a alimentar corretamente e que o peso não cresce ou mesmo decai, devemos estar preparados para intervir. Neste caso deveremos oferecer à pequena chinchila, com a ajuda de uma seringa ou pequeno biberão, leite apropriado.

Casos há em que a mãe rejeita as crias não as alimentando ou mesmo atacando. Só e apenas nestes casos, devemos intervir na totalidade retirando as crias e alimentando inicialmente a cada duas horas em pequenas quantidades (a cria deverá demonstrar quando já se encontra satisfeita).

Em casos normais as crias vão, aos poucos, ganhando curiosidade e tentando mordiscar o feno e a alfafa passando depois para a ração, mais dura e menos palatável. Com cerca de um mês conseguem já intercalar o leite com refeições sólidas, mamando com menos frequência, o que também dá um certo espaço para que a fêmea descanse. Às nove semanas devem já estar a comer sozinhas. Casos há em que este processo demora mais um pouco mas mãe e cria chegam a um equilíbrio no que toca ao momento de desmamar que não deve ser forçado por nós.

A partir do momento que possamos garantir que a cria já se alimenta sozinha (e até um período máximo de três meses) podemos então separar mãe e crias. Geralmente as chinchilas atingem a maturidade sexual ao meio ano. Casos ocorrem em que estas entram em idade de procriação mais cedo (por volta dos quatro meses) gerando conflitos na colónia uma vez que o acasalamento será disputado. Devemos evitar o acasalamento entre elementos relacionados para evitar que possíveis problemas hereditários dormentes se manifestem.

Sendo a chinchila um animal comunitários, não deverão ocorrer deformações por consanguinidade uma vez que neste sistema é recorrente o acasalamento entre animais com grau de parentesco próximo. Os problemas dormentes no ADN podem ser despoletados ou “acordados” quando ocorrem misturas sucessivas das mesmas cadeias de ADN contendo estes erros.

Nas chinchilas existem também algumas mutações de cor também não são compatíveis pelo que não deve ocorrer o acasalamento de dois elementos portadores da mesma (abordaremos este tópico num outro artigo). No caso de mutações não compatíveis, para que tenhamos uma ideia, podem ocorrer situações de aborto, mumificação do feto morto, ou crias com defeitos graves que acabam por morrer pouco depois.

Tendo estes cuidados e nuances em mente, disfrute dos novos pequeninos. Eles crescem depressa!