Acasalamento, Gestação e Parto nas Chinchilas

três chinchilas blue diamond bebés em cima de um comboio de brincar
12 Maio 2020 Pets4Company

Do acasalamento ao nascimento das pequenas Chinchilas!

Acasalamento

Quando adquirimos um casal de chinchilas ou introduzimos uma colónia de vários elementos de diferentes sexos, dá-se a possibilidade de, em breve, surgirem situações de acasalamento e o nascimento de novos bebés na colónia.

Nas chinchilas as fêmeas entram em cio a cada 28 a 40 dias. Nesta fase, apenas 2 a 3 dias são considerados de período fértil durante os quais pode ocorrer uma gestação após um acasalamento bem-sucedido.

A gestão de uma chinchila pode variar entre os 111 a 113 dias após os quais nascem as crias já completamente formadas, cobertas de pelo e de olhos abertos, mas totalmente dependentes da progenitora.

Durante o período de acasalamento, o macho mostra-se mais ativo e podemos observar por vezes uma espécie de dança na qual este corteja a fêmea balançando a cauda seguido de tentativas de monta. Após o acasalamento, ambas as chinchilas tratam da sua higiene que no caso dos machos pode envolver a retirada de anéis de pelo do pénis. A não retirada dos mesmos pode levar a graves problemas de saúde entre as quais infeções do órgão genital e mesmo anúria (impossibilidade de urinar) que em muitos casos se torna fatal.

Noções de Anatomia e Gestação

As fêmeas possuem duas cadeias mamárias, cada uma com 3 mamilos. O útero apresenta-se bifurcado pelo que é possível a ocorrência, em raros casos, de duas gestações em simultâneo. As crias podem nascer em períodos diferentes ou num mesmo parto sendo que, uma ou mais crias, podem apresentar um mau desenvolvimento uma vez que se trata de bebés prematuros.

Nos primeiros 60 dias de gestação não são visíveis, normalmente, quaisquer alterações. Passada a marca dos 90 dias esta torna-se torna-se visível. A fêmea pode ficar mais lenta, mais redonda e com o tempo podemos mesmo ver e sentir as crias mexer. Algumas fêmeas consomem maior quantidade de alimentos ao passo que outras, sobretudo nos últimos dias comem cada vez menos. No dia que antecede o parto a fêmea geralmente não come.

 O Parto

Sendo a chinchila um animal noturno, o parto ocorre, por norma, à noite ou nas primeiras horas da madrugada e é relativamente silencioso pelo que, na maioria das vezes, passa despercebido até à manhã quando o dono encontra pequenas chinchilas, plenamente formadas e com os olhos abertos debaixo da mãe ou andando pela gaiola.

Horas antes do parto, quando começam as primeiras contrações, a fêmea pode mostrar-se mais parada ou emitir sons de desconforto. Regra geral não é necessária qualquer intervenção. Havendo a possibilidade de assistir ao parto devemos observar se existem complicações tais como um compasso de espera superior a quatro horas entre o nascimento de cada cria ou se não se verifica a expulsão da placenta seguida do nascimento da cria ou de várias no final do parto (caso se trate de um parto múltiplo). É comum cada gestação resultar no nascimento de duas ou mais crias podendo ocorrer também o nascimento de apenas uma ou tantas quanto seis de uma vez.

Durante o processo a fêmea procede à extração de cada cria sendo que, em casos normais, a cria nasce de nariz voltado para a frente. Caso a cria esteja em má posição, surgindo primeiro as patas traseiras o parto pode ser mais demorado ou mesmo fatal para a mãe e para a cria. Podem ocorrer ferimentos nas várias tentativas de extrair a cria ou mesmo morte de uma ou ambas. Damos a este processo o nome de “breech birth”.

A fêmea procede então à limpeza do nariz da cria desobstruindo as vias respiratórias e, aproveitando nova contração, retira o resto do corpo com um puxão de dentes. A cria é limpa para que não arrefeça. Pode seguir-se, como já foi dito, a expulsão da placenta que a fêmea elimina, comendo. É uma boa fonte de proteínas e permite que, em estado natural, as chinchilas eliminem odores que podem atrair predadores. No final do parto, regra geral, não existe qualquer vestígio de sangue ou “after birth”. É possível que a mãe não deixe as crias já limpas mamar enquanto não acabar todo o processo do parto.

Nas primeiras horas o leite produzido pela mãe é mais aguado mas contém toda uma gama de defesas e anticorpos que se vão tornar nas primeiras defesas da cria pelo que é fundamental observar se estas se estão a alimentar e, sobretudo no caso de ninhadas grandes, se todos os elementos se conseguem alimentar de igual modo. A saúde de uma chinchila bebé é frágil e pode facilmente decair nos primeiros dias por falta de alimento ou de alimentação incorreta da mãe.

O macho, regra geral, não é agressivo podendo mesmo ajudar a mãe, acarinhando-a e limpando e aquecendo as crias.

Algumas horas depois do parto, e por um período de sete a dez dias, a fêmea entrará em cio pós-parto. Tal pode levar a novo acasalamento gerando uma nova ninhada. Será aconselhável neste caso a separação do casal, mantendo-os em “enclosures” próximas para que se vejam e cheirem facilitando a nova aproximação mais tarde.

Gestações e partos muito seguidos podem debilitar a sua chinchila e gerar crias fracas ou mesmo com problemas de desenvolvimento devido a má nutrição uma vez que não lhes é facultada a quantidade de cálcio e proteínas devidas. A fêmea vê-se forçada a produzir leite ao mesmo tempo que leva avante uma nova gestação.